{"id":1543,"date":"2019-12-24T10:34:45","date_gmt":"2019-12-24T09:34:45","guid":{"rendered":"https:\/\/www.tiendanimal.pt\/blog\/?p=1543"},"modified":"2019-12-24T10:35:01","modified_gmt":"2019-12-24T09:35:01","slug":"anatomia-das-serpentes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.tiendanimal.pt\/blog\/anatomia-das-serpentes\/","title":{"rendered":"Anatomia das serpentes"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Se \u00e9s um amante dos r\u00e9pteis e est\u00e1s a pensar adotar uma serpente como animal de estima\u00e7\u00e3o, primeiro deves conhecer alguns aspectos b\u00e1sicos sobre a sua anatomia. Neste post encontrar\u00e1s informa\u00e7\u00e3o que ser\u00e1 de grande utilidade para perceber melhor como funcionam os principais \u00f3rg\u00e3os das serpentes.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>1. Anatomia b\u00e1sica das serpentes<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As serpentes t\u00eam um corpo muito comprido, sem extremidades, onde se encontram os \u00f3rg\u00e3os de todos os sistemas. Os \u00f3rg\u00e3os das serpentes est\u00e3o adaptados para cumprir duas fun\u00e7\u00f5es vitais b\u00e1sicas: <strong>facilitar a digest\u00e3o de grandes pe\u00e7as e deslocar-se<\/strong>. Estes animais t\u00eam uma intelig\u00eancia interm\u00e9dia entre os peixes e os mam\u00edferos. Adaptam-se muito bem \u00e0 vida em cativeiro, algumas esp\u00e9cies podem chegar a ser bastante d\u00f3ceis e respondem bem aos cuidados dos seus donos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2. O sistema m\u00fasculo-esquel\u00e9tico das serpentes<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O esqueleto das serpentes \u00e9 muito ligeiro e tem uma grande flexibilidade. A coluna vertebral percorre todo o corpo e quase todas as v\u00e9rtebras por diante da cloaca t\u00eam um par de costelas, que podem chegar at\u00e9 superar as 300. O cr\u00e2neo e a mand\u00edbula t\u00eam uma articula\u00e7\u00e3o que <strong>pode deslocar-se <\/strong>para permitir a passagem de presas maiores que a pr\u00f3pria cabe\u00e7a da serpente, sem necessidade de mastigar.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>3. O sistema digestivo das serpentes<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na maioria das esp\u00e9cies de serpentes existem 6 filas de dentes, uma em cada lado da mand\u00edbula e 2 em cada lado do maxilar. Estes dentes <strong>ir\u00e3o substituindo-se ao longo de toda a vida da serpente<\/strong>. Em algumas v\u00edboras os caninos dobram-se para tr\u00e1s quando fecha a boca. As gl\u00e2ndulas do veneno (quando existem) s\u00e3o gl\u00e2ndulas salivares modificadas e as v\u00edboras podem controlar a quantidade de veneno que injetam numa presa ou inimigo.<\/p>\n\n\n\n<p>A l\u00edngua cumpre fun\u00e7\u00f5es olfativas, por isso se uma serpente a perdesse poderia negar-se a comer. <strong>O sistema digestivo \u00e9 bastante simples<\/strong> e costuma consistir num tubo quase linear entre a boca e a cloaca, embora tenha \u00f3rg\u00e3os diferenciados. O intestino n\u00e3o tem uma musculatura desenvolvida, j\u00e1 que \u00e9 muito distens\u00edvel e a comida \u00e9 propulsionada pela musculatura axial. No final do intestino das serpentes encontram-se a cloaca, onde confluem os sistemas genital, urin\u00e1rio e digestivo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>4. O sistema respirat\u00f3rio das serpentes<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Muitas serpentes t\u00eam apenas um pulm\u00e3o e se tiverem dois, o esquerdo \u00e9 bastante menor. O pulm\u00e3o direito vai desde o cora\u00e7\u00e3o at\u00e9 atr\u00e1s do rim e, pelo geral, a parte anterior \u00e9 vascularizada para <strong>oxigenar o sangue<\/strong> e a parte posterior funciona como um saco a\u00e9reo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>5. O sistema genito-urin\u00e1rio das serpentes<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As serpentes contam com dois rins, o direito situado por diante do esquerdo.<strong> Estes animais n\u00e3o t\u00eam bexiga<\/strong>, pelo que os ureteres acabam no urodelo. O rim posterior segrega um l\u00edquido seminal nos machos durante a temporada reprodutiva. Os machos t\u00eam dois hemip\u00eanis na base ventral da cauda, tal como os lagartos. Os test\u00edculos encontram-se dentro do abd\u00f4men e aumentam na \u00e9poca reprodutiva.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>6. O sistema sensorial das serpentes<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As p\u00e1lpebras das serpentes encontram-se fusionadas e formam uma membrana transparente que recobre os olhos. As serpentes <strong>podem perceber vibra\u00e7\u00f5es do ch\u00e3o e sons de baixa frequ\u00eancia<\/strong>. A jiboia, a pit\u00e3o e a cascavel t\u00eam receptores especiais de infravermelhos que detectam mudan\u00e7as muito sutis de temperatura e servem de ajuda para se orientarem e encontrar comida.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>7. A pele das serpentes<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As serpentes crescem mediante a muda da sua pele e, pelo geral, mudam-na numa \u00fanica pe\u00e7a. Um exemplar saud\u00e1vel em crescimento <strong>pode mudar uma vez por m\u00eas<\/strong>. Durante os dias pr\u00e9vios \u00e0 muda as serpentes adquirem uma cor azulada opaca (em especial a membrana especular sobre os olhos), j\u00e1 que entre as camadas novas e velhas de pele deposita-se l\u00edquido linf\u00e1tico. \u00c9 muito importante manter uma humidade ambiental adequada para facilitar este processo.<\/p>\n\n\n\n<p>Queres ler mais artigos sobre animais ex\u00f3ticos? 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