Alergia canina

Alergia canina

Da mesma forma que acontece com as pessoas, a alergia canina não tem cura, mas há vários tratamentos que conseguem controlar os sintomas e permitem o desenvolvimento de uma vida normal.

A alergia canina é um problema de origem imunológica no qual o organismo despoleta uma reação inflamatória exagerada perante substâncias que não são prejudiciais nem perigosas para si mesmas. São as reações do organismo canino a estas substâncias que provocam diferentes sintomas como dermatite, comichão, queda de pelo ou infeções secundárias ao coçar.

Existem diferentes tipos de alergia conhecidas nos cães. Entre as mais frequentes encontramos a alergia à picada de pulgas e a atopia. Também encontramos, mais raramente, a dermatite alérgica por contato, a alergia por drogas ou medicamentos, a alergia às hormonas sexuais do próprio animal e a bactérias (Estafilococos), e as cada vez mais conhecidas, alergias alimentares. Em seguida, encontrará informação sobre os tipos de alergias mais comuns nos cães e alguns métodos para suportar os sintomas.

1. Alergia à picada de pulgas

É uma alergia comum em cães e gatos. Quando una pulga pica o animal, inocula uma pequena quantidade de saliva que desencadeia uma reação alérgica. Sucede da mesma forma em todas as raças e aparece depois dos 6 meses. Clinicamente, na dermatite alérgica por picada pulga observam–se lesões como pápulas e crostas na zona lombar, na zona interior e posterior das coxas e abdómen. A comichão intensa que provoca faz com que apareçam rapidamente lesões causadas pelo coçar, queda de pelo e infeções na pele. Chega-se ao disgnóstico ao detetar a presença de pulgas, pela distribuição das lesões e pela resposta ao tratamento. Num primeiro momento usam-se corticoides de ação rápida, para parar de coçar, e antibiótico oral ou em cremes. No entanto, o sucesso ao longo prazo depende da eliminação das pulgas e de uma boa prevenção antiparasitária. Existem atualmente muitos pulgicidas excelentes de aplicação muito fácil que eliminam eficazmente estes parasitas.

2. Atopia

É a segunda alergia mais frequente e é hereditária. De forma que, se o nosso animal de estimação sofre deste tipo de alergia, é bastante provável que os seus cachorros venham a sofrer do mesmo problema. Neste caso, o agente causador ou alergénio mais frequente costuma ser de origem ambiental, pois isso são certas substâncias presentes no ar (pólen, penas, pelos de gato, caspa, pó, fumo de tabaco, etc.) que, ao serem inaladas ou ingeridas, provocam a reação alérgica. Os sintomas começam geralmente entre os 12 e os 36 meses de idade e ao princípio costumam ser sazonais, mas com o passar de tempo podem permanecer todo o ano. O sintoma mais comum é o coçar intenso, que provoca muitas lesões na pela do animal.

Geralmente as zonas mais afetadas são o focinho, as patas e o ventre, mas sem o tratamento adequado os sintomas podem estender-se ao resto do corpo. 50% dos cães atópicos têm otite e conjuntivite. os medicamentos mais eficazes para controlar a atopia são os corticoides, mas o seu uso prolongado tem muitos efeitos secundários e é necessário limitá-los o máximo possível. Quando tem de os utilizar, o protocolo menos nocivo é a prednisolona em dias alternados. O ideal seria eliminar a substância que provoca a alergia, mas isto nem sempre é possível, em muitos casos funciona muito bem a dessensibilização com autovacinas.

Existem outros medicamentos de efeito variável, que funcionam em alguns cães ou que não se consegue o mesmo efeito em todos. Estes não apresentam efeitos secundários e vale a pena experimentá-los ainda que seja para diminuir a necessidade de usar corticoides. Alguns deles são os anti-histamínicos (clorfeniramina, hidroxicina, difenidramina), anti serotoninas, tranquilizantes, ácidos gordos ómega 3 e 6, vitaminas, ácido eicosapentaeinoico (EPA), aveia de uso tópico. Também se pode experimentar um tratamento homeopático para controlar os sintomas.

3. Hipersensibilidade por contato

Apresentam pápulas na pele que entram em contato com os materiais que provocam a alergia. Alguns exemplos são : dermatite nos lábios e nariz por pratos ou brinquedos de plástico ; lesões em várias zonas do corpo por contato com as plantas, resinas ou pólen ; reações a cremes, champôs, sabões, inseticidas, fibras sintéticas, corantes, coleiras, etc. o tratamento consiste em eliminar os materiais ou produtos que provocam a alergia. Se isto não for possível, deve-se proceder da mesma forma que a utopia.

4. Hipersensibilidade alimentar

É uma alergia provocada por um ou mais componentes da dieta.

5. Alergia a medicamentos

E uma reação provocada pela intolerância a determinados medicamentos. Qualquer medicamento pode causar alergias com caraterísticas semelhantes às descritas anteriormente. A alergia pode surgir depois do medicamento ter sido administrado durante uns dias ou durante vários anos. De tal forma que o diagnostico é sempre muito difícil e habitualmente só se alcança depois de descartar outras patologias. Os animais com este tipo de alergias não costumam reagir bem aos tratamentos à base se corticoides.

6. Alergia às hormonas sexuais

90% dos casos acontece a fêmeas inteiras. As lesões começam pelas zonas perineal, genital e na face interior das coxas. É simétrica, bilateral e avança até à parte da frente do corpo. Ao início manifesta-se durante o cio ou gravidezes psicológicas, mas tem tendência a ficar mais grave e generalizada em cada episódio, até que o animal pode ter sempre comichão. O tratamento consiste na esterilização (observa-se uma melhoria notável em 5 a 10 dias) e um controlo dos sintomas.

Desde TiendAnimal recomendamos-lhe que não medique o seu cão sem antes consultar um veterinário, pois para tratar os sintomas é necessário antes diagnosticar de que tipo de alergia o seu cão sofre.

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