Um fitossanitário para cada doença (Parte I)

Um fitossanitário para cada doença (Parte I)

Estás pronto para combater os bichinhos com fitossanitários realmente efetivos? Aprende a erradicar doenças como o míldio, o oídio ou a mosca branca com os melhores inseticidas e fungicidas.

Depois de um duro inverno com mal tempo, chuvas, dias nublados e várias ciclogéneses explosivas, por fim estamos na primavera! E claro, o nosso humor muda, os passarinhos cantam, os dias são mais longos, as flores começam a crescer nos jardins e as varandas enchem-se de cores e aromas, pelo que todos somos um bocado mais felizes. No entanto, não somos os únicos que ficamos assim com a primavera, mas também esses bichinhos que podem chegar a causar danos severos nas nossas queridas plantas.

É o momento de ter preparado o nosso “arsenal de combate” contra estes incômodos vizinhos primaverais se não queremos que as plantas, que com tanto carinho cuidamos durante o inverno, sofram as consequências destes ataques. Para isso, é importante contar com alguns produtos fitossanitários básicos em casa, os quais serão uma grande ajuda durante a maior parte do ano, já que os podemos usar como preventivos, impedindo o ataque da praga, ou como curativos se a doença já se desenvolveu.

Os produtos curativos usados nas plantas em jardinagem doméstica, tanto de interior como de exterior, diferem segundo o tipo de agente patogénico (bichinho) que cause a doença e o produto fitossanitário atuará sobre ele.

Os principais tipos de fitossanitários são:

inseticidas: São produtos destinados a proteger as nossas plantas do ataque de todo o tipo de insetos. Podemos encontrar inseticidas químicos ou inseticidas biológicos, apresentados em diferentes formatos, os quais serão usados segundo o tipo de jardim ou terraço. Nas plantas de interior ou na varanda certamente será conveniente usar um inseticida em formato de pronto a usar, já que estes pulverizadores contêm o produto inseticida diluído. Só há que pulverizar bem sobre as folhas da planta. Se pelo contrário há um grande número de plantas ou é um jardim, o melhor é comprar o produto em formato concentrado, dado que servirá para tratar um maior número de plantas com menor custo.  Porém, será preciso preparar a mistura do produto com água.                                       

As principais pragas que podem atacar as nossas plantas são:

  • Pulgões: São insetos de diferentes cores: verdes, amarelos, pretos e castanhos que têm um bico sugador pelo qual absorvem a seiva das plantas, deixando as folhas deformadas e enroladas para dentro. Normalmente estão situados no invés das folhas e costumam ir associados a um fungo chamado fumagina que deixa as folhas manchadas com uma fuligem escura. Também à aparição de formigas, dado que elas tratam dos pulgões e alimentam-se do melaço produzido por eles. Para tratar esta doença é importante aplicar um tratamento inseticida o mais rapidamente possível para evitar que se espalhe.
  • Mosca branca: como o nome indica, as moscas brancas são pequenos insetos voadores de cor branca e, tal como o pulgão, tem um aparato bucal com forma de bico com o qual sugam a seiva da planta. Costumam situar-se no invés das folhas e é comum vê-las a esvoaçar ao redor da planta. Perante a dúvida, podes abanar um bocado a planta e se a praga está instalada, as moscas brancas começarão a voar de imediato ao redor dela. Outro ponto em comum com o pulgão é a associação com o fungo fumagina e com as formigas que se alimentam do melaço que segregam. O tratamento adequado para esta praga é aplicar um tratamento inseticida assim que sejam detetadas as primeiras moscas brancas na planta.
  • Cochonilha-farinhenta: é uma doença muito comum sobretudo em plantas de interior tipo Kentia, Areca, Chamaedorea, etc. e é produzida por insetos que apresentam um revestimento de cor branco que lembra ao algodão. É também um inseto do tipo sugador que se alimenta da seiva da planta e os primeiros sintomas da doença são visíveis, já que aparecem umas pequenas borbulhas brancas com aspeto de algodão no invés das folhas nas que depositam os ovos. O tratamento, como nos casos anteriores, é simples, dado que há que aplicar o mais depressa possível um inseticida específico cada quinze dias até a praga desaparecer; com dois ou três tratamentos costuma ser suficiente.
  • Borboleta da sardinheira: é a praga mais comum e temida nos gerânios, gerânio-hera, pelargónios, etc… e é provocada por uma borboleta que coloca os ovos sobre os botões florais. Uma vez que a larvas saem, alimentam-se destes botões até chegarem a penetrar no caule. É aí onde produzem o dano maior, já que vão cavando galerias dentro da planta e facilitam também infeções de fungos. O tratamento desta praga é mais complicado que os casos anteriores, dado que a larva fica dentro da planta e será necessário aplicar um inseticida sistémico que penetre na planta e chegue até elas. Atualmente, existem diferentes tipos de inseticidas específicos para este tipo de ataques. São os chamados inseticidas anti-perfure do gerânio e podemos encontrá-lo como pulverizador ou para misturar com água de irrigação e penetrar diretamente pelas raízes da planta.

Queres aprender mais sobre fitossanitários? Não percas o nosso próximo artigo sobre fungicidas!

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