Axolotes: Introdução sobre estes curiosos animais de estimação

Axolotes: Introdução sobre estes curiosos animais de estimação

Os axolotes são anfíbios da família das salamandras, género Ambyostoma, originários do México. Esta espécie encontra-se na atualidade na lista CITES de animais em vias de extinção devido à perda dos seus habitats naturais, mas pela sua importância para a investigação e a sua popularidade como animais de estimação, ainda há uma grande quantidade de exemplares em cativeiro.

A diferença de outras salamandras, os axolotes geralmente mantêm-se em estado larval toda a sua vida, conservando as branquias e sem desenvolver as pálpebras. Até mesmo atingem a maturidade sexual e se reproduzem nesse mesmo estado. Em raras ocasiões eles fazem metamorfose e tornam-se adultos similares às salamandras tigre. São animais totalmente aquáticos e podem obter oxigénio da água através das suas brânquias e da sua pele, mas sempre respiram ar fora, na superfície com os seus pulmões rudimentares.

Em cativeiro criam-se axolotes de várias cores. A forma silvestre é castanha com pontos pretos e amarelos brilhantes. Também se encontram exemplares pretos, brancos, amarelos, brancos com brânquias vermelhas e outras variações. O seu tamanho atinge entre 25 e 30 cm, dependerá a qualidade do ambiente em que vivam. As fêmeas são maiores e mais robustas e têm a cabeça mais arredondada que os machos.

Se quiseres adotar um axolote deves preparar um ambiente apropriado para ele. Mesmo que não seja uma espécie muito exigente, é importante que a água seja de muito boa qualidade. Ao ter um tamanho de 30 cm precisa de um aquário comprido de aproximadamente 70-100 cm para poder nadar com comodidade. A profundidade deve ser de pelo menos 15 cm. Como tomam oxigénio do ar não precisas instalar um areador, mas é muito importante pôr um filtro com carvão ativado e filtrado biológico que elimine os resíduos nitrogenados. É melhor que o filtro tenha um fluxo de água suave, já que estes anfíbios preferem águas estancadas. A água do aquário deve ser tratada para eliminar o cloro e não deve superar os 20ºC, ou até 22 no verão. Também deves realizar mudanças parciais de água, a cada 10-15 dias aspirar os restos do fundo, pois os axolotes sujam bastante a água com as suas deposições.

A ambientação do aquário é importante para o bem-estar de qualquer espécie que se encontre nele. Se gostas das plantas deves escolher exemplares que prosperem com pouca luz, já que os axolotes preferem ambientes sombreados. Uma boa ideia é buscar espécies que limitem a passagem da luz. Também recomenda-se colocar as plantas ou decoração no centro do aquário, já que gostam muito de nadar ao redor, grudados no vidro. Deves ter cuidado de usar decoração sem bordas afiadas, porque pelos seu tamanho são bastante desajeitados e podem magoar a sua sensível pele. Outro ponto importante é o cascalho; escolhe um que não seja muito pequeno para evitar que o ingira quando succionam restos do fundo. Se decidires iluminar o aquário, procura uma luz ténue, por exemplo as luzes LED azuis noturnas. Se tens suficiente espaço é conveniente criar um refúgio com galhos de espuma ou resina, sem bordas.

Não percas a segunda parte deste artigo, onde poderás ler sobre alimentação e outros cuidados.

Dra. Isabel Iglesias

Deixe um comentário