Festas, foguetes e fogos de artifício

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Com os foguetes e os fogos de artifício, muitos cães e gatos stressam-se e apresentam sintomas de ansiedade e até mesmo pânico.

De certeza mais de uma vez viste cães aterrorizados ante algo que não controlam. Entram em um autêntico estado de pânico, não veem, ainda que tenham os olhos desorbitados e caminham grudados às paredes e ao chão, puxando da trela em um intento desesperado de voltar a casa o antes possível.

Infelizmente, muitos cães desenvolvem um medo irracional aos ruídos. Pode ser a uma única classe de ruído, como as trovoadas, foguetes, etc. a vários ruídos ou a todo ruído forte em geral. Não há uma origem definida para este problema, mas costuma estar relacionado com uma deficiente socialização precoce ou más experiências no passado.

Como agir ante estas situações

Geralmente o cão que sente um medo irracional ante os ruídos fortes, costuma reagir de duas formas diferentes em função das situações nas que se encontre:

  • Tenta esconder-se para evitar o problema.
  • Foge da situação que o aterroriza.

Se moras com um animal medroso, é especialmente importante extremar as medidas de precaução. Nestes casos evitar passear com eles nas horas mais comprometidas e, quando fores sair com ele, deves ter a certeza que tem a coleira, ou melhor ainda, o peitoral e segurar a trela muito bem para evitar que o cão possa fugir em caso de pânico. Se isso acontecer, a única forma de poder recuperar o animal perdido é se tem uma placa de identificação e o microchip implantado. O cão que foge é o que mais perigo corre já que o estado de pânico provoca que não ouça nada, não veja e tenham um grande risco de ser atropelado ou de se perder e não saber como voltar a casa.

Na maioria dos casos, o próprio cão dentro de casa, escolhe um refúgio seguro para passar o «mau momento». O animal sozinho vai para o fundo da casa (normalmente para a casa de banho), onde todos os ruídos ouvem-se menos e assim fica tranquilo até que tudo volte à normalidade.

Se o cão, ao assustar-se, se esconder em um outro quarto ou debaixo de uma cadeira, o sofá, etc. nunca devemos forçá-lo a sair do seu refúgio. Esse refúgio faz com que se sinta mais tranquilo e o ajuda a controlar o seu medo. Se tentarmos retirá-lo, o cão sentir-se-á ameaçado já que estamos a despojá-lo da sua única proteção, o seu medo tornar-se-á em pânico e a situação piorará. Se mantemos a calma, não nos deve estranhar que, passado um tempo, o nosso animal saia do seu refúgio uma vez superada a situação, quando se sentir seguro novamente.

Em casos extremos, o veterinário pode aconselhar-nos sobre o uso de difusores ou coleiras de feromonas que ajudam a acalmar o nosso cão.

Se o teu cão tem medo de algum ruído em particular, deves ser consciente de que, se não fazes nada para solucioná-lo, o medo não passará com o tempo. Ao contrário do que pensamos, o problema pode agravar-se. As fobias não tratadas ficam mais severas quando se produz uma exposição repetida e sem controlo ao estímulo que as causa.

É o momento de prevenir, mas uma vez passadas as festas, é recomendado pôr as mãos à obra para ajudar o nosso cão a superar os seus próprios medos e afrontá-los de outra forma mais tranquila. Com umas mínimas precauções, todos, animais e humanos, desfrutamos muito mais das festas.

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